Jogou mais. Teve chances em penca. Controlou a partida. Mas não teve sorte. Esse fator fundamental, na bola e na vida, para nos dar aquele empurrão final na busca dos objetivos. Nem vou falar da decisão por pênaltis. Felipe bateu na trave o time se escafedeu de vez. Para alegria dos gremistas, agora garantidos na Libertadores-2011. Até porque o Independiente foi competentíssimo nesse aspecto, com cinco cobranças e cinco acertos. Mas vamos reler a história da decisão. A moeda Roja caiu em pé. A verde foi perversa.
O Goiás começou melhor. Douglas quase marca aos 3 minutos. Aos poucos, na força, o Independiente deu uma controlada e, com faltas, impedia o contra-ataque goiano. E, aos 19 minutos, Carlos Matheo bateu forte, Harlei fez grande defesa, mas a cobertura não surgiu para impedir a conclusão de Julian Velasquez. Tudo sob controle. A vantagem ainda era esmeraldina e, ainda melhor, Rafael Moura empatou logo depois, com uma cabeçada perfeita, no contra-pé de Hilário Navarro. Agora, o momento moeda-em-pé da final, em Avellaneda. 26 minutos. Ernando tenta rebater uma boa e, quase sem querer, Facundo Parra acerta chute esquisitíssimo. Tipo do gol que, se não foi sem querer, o atacante jamais imaginava que entrasse. Aos 34min, Marcão e Parra dividem no alto. Na queda, a bola sobra para o atacante argentino, no chão, completar de maneira não menos surreal. Também foi diferente e igualmente improvável. Também foi gol: 3 a 1.
Veio o segundo tempo. O Goiás foi para cima. O Independiente morreu fisicamente. Gols foram perdidos. O torcedor argentino estava desesperado. E o assistente ainda anula um gol goiano de forma equivocada. Tempo extra. Mais 30 minutos. Mais pressão. A bola não entrou de novo. E, nos pênaltis. a história que contamos no primeiro parágrafo. Conversaremos mais, direto de Abu Dhabi. Abraços. Parabéns ao Independiente. E ao Grêmio.
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